Especial: Dia nacional da Consciência Negra

Listamos 10 artistas negros alternativos e independentes que esquentam a cena brasileira.

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O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro em todo o país. A data homenageia o Zumbi, um escravo que foi líder do Quilombo dos Palmares. Zumbi morreu em 20 de novembro de 1695.

O objetivo do Dia da Consciência Negra é fazer uma reflexão sobre a importância do povo e da cultura africana, assim como o impacto que tiveram no desenvolvimento da identidade da cultura brasileira.

Desde a polêmica declaração de Seu Jorge que o “rock não é um gênero para o negro”, eu observo o quanto esta declaração não poderia estar mais equivocada. Por esse motivo decidi listar aqui 10 artistas negros brasileiros que fazem o cenário alternativo esquentar.

Omulu

Sob o codinome OMULU, o produtor carioca Antmaper se tornou uma referência em remixes com referências de brasilidade que vai do tecnobrega ao funk carioca. Seu mais recente trabalho é o remix de New Rules, principal single da cantora Dua Lipa.

Boogarins

A banda psicodélica do cerrado brasileiro que é uma das bandas independentes brasiliera com o maior núemro de shows no exterior. Foram quase 200 shows só em 2016.

Mahmundi

Dos frangos fritos para os palcos foram quase 10 anos, mas Marcela Vale, mais conhecida por Mahmundi é uma verdadeira revelação musical. A compositora e multi-instrumentista flumiense traz um trabalho maravilhoso.

Medulla

A banda liderada pelos gêmeos Raony e Keops faz bastante sucesso, com letras reflexivas e, não por poucas vezes, espirituais, além de todo o envolvimento político que a banda traz na bagagem.

Liniker e os Caramelows

A banda iniciada por Liniker em 2015 chama a atenção pela qualidade e técnica musical sempre apurada. Além do vocalista ser um exemplo de pessoa não-binária, vestindo-se de forma não masculina e nem feminina.

Rincon Sapiência

Muito mais que Rap, as músicas de Rincon Sapiência tem grandes influências da negritude que vão desde a capoeira até o blues, passando pelo coco e pela tropicália, até o afrobeat, permeadas pela veia rock and roll que caracteriza a obra de Rincon.

Clemente e A Fantástica Banda Sem Nome

Clemente Nascimento é uma das principais referências de negors na luta pela minorias na múisica. Em 1978 já era baixista do Restos de Nada, considerado o primeiro grupo punk paulista. Em 1979, entrou para a banda N.A.I., que mudou de nome para Condutores de Cadáver, e em 1981 fundou o Inocentes, banda que o consagrou no cenário nacional. Atualmente, além do Inocentes, Clemente está à frente da Plebe Rude, juntamente com Felippe Seabra, e tem se dedicado ao primeiro projeto solo intitulado “Clemente e A Fantástica Banda Sem Nome”.

Macaco Bong

Macaco Bong é um dos maiores expoentes do rock instrumental brasileiro e mantém a fama com uma discografia primorosa de sete lançamentos. Entre álbuns e EPs, o power trio, de origem mato-grossense, cravou em muitos ouvidos um combinar experimental de stoner rock com música negra, folclórica e psicodélica, ganhando notoriedade em grandes festivais nacionais e estrangeiros.

Mano Brown

Falar de Mano Brown é falar de Racionais, pois eles se misturam como se fosse um só. Confusão normal, porém não é certo reduzir tudo em uma pessoa. Mano Brown faz parte do Racionais junto com Edi Rock, Ice Blue e KL Jay, constituindo o Racionais MC’s. Mano Brown também agora trabalha paralelamente em um trabalho solo, diferente do rap, com influências do soul e funk americano dos anos 80.

Elza Soares

O nome de Elza Soares é reconhecido nacionalmente há muitas décadas. Dona de uma voz potente, começou a cantar com o pai aos cinco anos, e o talento para a música foi reconhecido desde cedo. Seu último trabalho, “A Mulher do Fim do Mundo”, é uma obra é um verdadeiro manifesto autobiográfico que se propõe a dizer: “senhoras e senhores, vocês estão diante de uma sobrevivente”.

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