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Laura Marling presenteia as mulheres com “Semper Femina”

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Para fechar a semana do Dia Internacional das Mulheres, nada mais justo do que esse grande admirador do gênero feminino, que vos fala, escrever sobre elas. Neste ano, o dia 8 de março foi marcado não por flores, presentinhos e “eu te amo”, mas sim, por protestos em todo o mundo, por uma greve mundial, que ficou conhecida como 8M e também pelo lançamento do novo trabalho da cantora inglesa, Laura Marling.

“Este dia é o dia para ouvi-las”, li no Instagram. Discordo totalmente. E também sei que é uma falácia, pois as ouvimos todos os dias. Entretanto, devíamos ouvi-las mais, já que além de cantoras e interpretes, elas estão escrevendo como nunca.

No mundo e no Brasil, estamos presenciando um boom de uma nova geração de cantoras jovens que escrevem suas próprias músicas. Além do mais, elas estão em gêneros musicais onde a presença delas era ínfima décadas atrás.

A semana foi dedicada às mulheres, mas quem ganhou presente de Laura Marling não foram apenas elas, fomos todos nós, independentemente de gênero. Nesta última sexta-feira (10), a artista lançou seu sexto álbum, “Semper Femina” (2017).

O título do álbum, em latim, é uma referência ao poeta da Roma Antiga, Virgílio, que narra Mercúrio advertindo o personagem Enéias: “varium et mutabile semper femina,” que significa “a mulher é sempre volúvel e mutável”. Sendo assim, Laura Marling se mostra mutável, diferente e, por que não, também volúvel no seu já conhecido folk-indie, no próprio “Semper Femina”, mas também em seus cinco trabalhos anteriores.

A maioria das canções é sobre mulheres e a intimidade feminina. Em entrevista cedida a MTV USA, Laura Marling diz que a ideia do álbum surgiu a partir do momento em que ela começou a observar sua melhor amiga, mãe solo de uma menina. Devido a essa admiração, Marling  passou a pensar sobre a realidade da amiga e das tentativas de proteger e educar a jovem criança.

O medo que os fãs sentiam a mais esta nova obra da inglesa pode passar, pois ela se superou. Chamo a atenção, principalmente, para a música que abre o álbum “Soothing”. Nesta canção Marling mostra a atitude e poder de fala que as mulheres têm tido atualmente: “Oh, my hopeless wanderer/ You can’t come in/ You don’t live here anymore”. Vale a pena focar também em “The Valley”, “Don’t Pass me By” e “Wild Once”.

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